País
Onda de calor. Diretores defendem que escolas sem conforto térmico devem suspender aulas
Os diretores escolares defendem a suspensão das aulas nos dias de maior calor. Em várias regiões do país, os termómetros vão ultrapassar os 40 graus e as escolas não têm condições térmicas.
Em declaração à RTP Antena 1, Filinto Lima defende que as escolas nos distritos mais afetados pela onda de calor devem encerrar.
“Isso poderá acontecer a nível do pré-escolar e primeiro ciclo, são os níveis de ensino que estão de facto a ter aulas, a funcionar. Mas deve ser uma decisão casuística, eventualmente distrito a distrito”, defendeu o presidente da Associação de Diretores Escolares.
Segundo Filinto Lima, “nós temos, o interior do nosso país que é bastante quente. E temos zonas do litoral que as temperaturas são bem agradáveis. Temos temperaturas de 45.º e temos temperaturas na casa dos 20 e poucos graus”.
“Tem de ser uma decisão, caso a caso, distrito a distrito, tomada pelas autarquias, em consonância com o Ministério de Educação e com as escolas, nos níveis de ensino que estão neste momento a lecionar. E são aqueles que têm alunos mais vulneráveis. As crianças do pré-escolar e os nossos alunos ao nível do primeiro ciclo” sublinhou.
“Tem de ser uma decisão, caso a caso, distrito a distrito, tomada pelas autarquias, em consonância com o Ministério de Educação e com as escolas, nos níveis de ensino que estão neste momento a lecionar. E são aqueles que têm alunos mais vulneráveis. As crianças do pré-escolar e os nossos alunos ao nível do primeiro ciclo” sublinhou.
“As condições térmicas das escolas de facto não são as melhores. Nós vimos no inverno alunos, em certas escolas de algumas regiões do país a levarem a mantinha para se agasalharem. Hoje, de facto não vão levar a mantinha, mas têm de ir com uma roupa muito de verão, porque o tempo vai aquecer”, esclareceu. “Ou seja, estamos a falar de conforto térmico que algumas escolas, neste momento, não têm. Porque são escolas construídas há bastantes anos e não havia esta preocupação”, acrescentou.